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quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Animais S.A

Engenheiro de software e pesquisador , o irlandês Ken Thompson estuda há 10 anos como formar equipes, redes e comunidades capazes de colaborar física e virtualmente. Mas neste momento seus olhos estão voltados para os animais, que, acredita, tem muito a nos ensinar. Sua teoria do biomimetismo organizacional, descrita no livro Bioteams, mostra que o comportamento de grupos na natureza serve de inspiração para a crianção de estratégias de negócios. Entenda como:

Golfinhos e Abelhas


Golfinhos usam para enviar mensagens a seus pares. Abelhas voando em círculos indicam locais em que há comida. Pessoas também podem se beneficiar de recados coletivos como esses. Não se trata de enviar e-mails em massa, que podem ser irritantes, mas de usar outros meios de comunicação, como wikis. Isso aumenta a eficiencia do grupo, pois há total acesso às informações.

Formigas

Times na natureza raramente funcionam com ordens dadas por um líder. Numa colônia de formigas , por exemplo, a rainha tem a função exclusiva de reproduzir. Não cabe a ela achar comida, por exemplo. Humanos podem ser mais eficientes se todos os seus membros entenderem que o resultado depende do grupo. Também é essencial não só executar bem os respectivos papéis. mas ficar atento a todos os outros do grupo.

Pingüins


Em suas marchas pelas paisagens brancas da Antártica, os pingüins imperadores migram sem que um líder seja definido. Isso acontece para conservar energia e porque nenhum deles decorou a rota por completo. Ao se alternar na dianteira, os pingüins garantem que todos irão chegar ao destino. Nas empresas, grupos com líderes rotativos apresentam mais iniciativa, resiliência e agilidade do que os comandados por apenas uma pessoa.


Minhocas


O cérebro de uma minhoca C. elegans tem apenas 302 neurônios, quantidade compensada por um excepcional número de conexões entre eles. No trabalho, diante de uma questão, os membros mais conectados de um grupo servem de guia e impedem que o fluxo de trabalho fique estrangulado nos níveis mais altos. Como as minhocas, essas pessoas ajustam estratégias mais rápidamente quando novas informações surgem.


Fonte: matéria públicada na Revista Época Negócios, edição de novembro de 2008.

By @lex Pontes

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