Achei este artigo publicado na Revista Você S.A (Outubro de 2009) bem interessante, e resolvi compartilhar com vocês!!!!
Em 1995 Luciano era funcionário de banco quando teve a oportunidade de realizar seu sonho: virar empresário. Em sua cidade, Ipatinga, no interior de Minas Gerais, uma confecção de uniformes profissionais foi colocada à venda. Contando com o apoio da irmã, que tinha experiência no ramo, o jovem advogado com especialização em finanças resolveu apostar.
Negócio fechado, colocou as mãos, a cabeça e o coração à obra. Já na primeira semana, levou o primeiro susto, pois a fabrica estava produzindo 3.500 peças por mês e o ponto de equilibrio era de 16.000. Nesses casos, há duas coisas a se fazer: 1) adequar as despesas às receitas; 2) aumentar a produção até atingir o equilibrio e apostar no crescimento da demanda. É claro que o novo empresário optou pela segunda alternativa, pois desejava crescer. Só que para aumentar a produção, os custos variáveis aumentariam proporcionalmente, o que significaria que ele estaria cavando um buraco que só começaria a se fechar após atingir a marca de 16.000 peças. A situação era grava e a única saída era investir na inovação.
Mas é possível inovar num setor commoditizado, que costuma competir apenas pelo preço? Luciano acreditava que era possível, sim, e começou inovando pela missão da empresa: "Uniformizar profissionais com qualidade", e não apenas costurar uniformes, por isso "qualquer um faz". Mas não ficou só no intangível, ela partiu para as medidas práticas: aumentou a eficiência adquirindo um sistema computadorizado de corte; ganhou flexibilidade com a instalação de uma linha de montagem modular; melhorou a logística montando lojas dentro das plantas dos maiores clientes (Usiminas, ArcelorMittal, Votorantim); criou um programa de incentivos consistentes para seus funcionários. O jovem empreendedor, obrigado pela necessidade de sobrevivência e incentivado pelo desejo de vencer, fez o que nunca havida sido feito em seu setor.
Mas é possível inovar num setor commoditizado, que costuma competir apenas pelo preço? Luciano acreditava que era possível, sim, e começou inovando pela missão da empresa: "Uniformizar profissionais com qualidade", e não apenas costurar uniformes, por isso "qualquer um faz". Mas não ficou só no intangível, ela partiu para as medidas práticas: aumentou a eficiência adquirindo um sistema computadorizado de corte; ganhou flexibilidade com a instalação de uma linha de montagem modular; melhorou a logística montando lojas dentro das plantas dos maiores clientes (Usiminas, ArcelorMittal, Votorantim); criou um programa de incentivos consistentes para seus funcionários. O jovem empreendedor, obrigado pela necessidade de sobrevivência e incentivado pelo desejo de vencer, fez o que nunca havida sido feito em seu setor.
Hoje, Luciano produz mais de 60.000 peças por mês e está construíndo uma nova fábrica, capaz de acomodar mais de 300 funcionários. Luciano provou que mesmo em um setor tradicional é possível inovar.
Autor: Eugenio Mussak - Professor do MBA da FIA e consultor da Sapiens Sapiens.
By @lex Ponttes

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